Plantas que limpam o AR

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Bibliografia : Elisabet Silvestre, Espaços Cheios de Vida, pg 40, Boletim GEA Primavera, 2018

A qualidade do ar interior  tem um papel determinante na saúde das pessoas que vivem e trabalham em um edifício. Entre as diferentes fontes que podem contribuir a encolher a qualidade do ar interior se destacam os compostos orgânicos voláteis. Presente nos materiais de construção  e acabamentos interiores, mobília, almofadas, tapetes, estofamentos, produtos de limpeza, produtos de higiene pessoal e cosméticos, purificadores de ar…devido a sua incapacidade de se volatizar, acabam no ar que respiramos e finalmente, no interior do organismo.

            Garantir a qualidade do interior do ambiente deve ser uma prioridade desde o início do projeto, a reforma, ou construção de um espaço e a manutenção posterior.

            Assim, a melhor opção é evitar introduzir substâncias nocivas no espaço interior, aplicando os critérios da biohabitação, ainda que a realidade que se segue, aparecendo casos de edifícios com uma qualidade do ar interior deficiente, associados a Síndrome do Edifício Enfermo; também em lares.

Asma, alergias problemas respiratórios,  cansaço, fadiga, problemas de pele,…podem ser devidos a um ar que não está suficientemente limpo.

            Entre as abordagens para se conseguir um ar mais limpo no interior dos edifícios, cada vez se dá mais relevância a fito remediação, o uso das plantas para eliminar os contaminadores ambientais.

            Os estudos do cientista Bill Wolverton nos anos 80, do século passado, já apontavam a capacidade que as plantas tem de absorver  e eliminar do ar compostos orgânicos voláteis. Depois de quase quatro décadas, novas investigações abordam a relevância das plantas como limpadores do ar.

            os benefícios da fito remediação são diversos, eliminam os contaminantes voláteis  presentes no ar, reduzem o dióxido de carbono , aportam oxigênio, regulam a umidade ambiental, miniminizam a contaminação acústica, e também melhoram a percepção do entorno e da psicologia do ambiente.

            Em relação aos efeitos psicológicos, as plantas aportam beleza ao entorno e trazem uma conexão com a natureza. Ademais,  foi constatado seu efeito em reduzir o stress, aumentar o ânimo,  contribuir com o bem estar,  reduzir o absenteísmo, e melhorar a concentração, e melhorar a produtividade nos ambientes laborais.

            Que compostos se podem encontrar no ar interno das casas?

São múltiplos, os compostos orgânicos voláteis que se podem medir no interior de uma casa ou de um ambiente de trabalho. Os efeitos adversos para a saúde dependem de diversos fatores, como: a natureza do composto,  a dose a que se está exposto, a duração da exposição, a sensibilidade pessoal, e a sinergia comm outros compostos.

            Cinco compostos orgânicos voláteis se destacam por sua toxicidade: formaldeído, tricloroetileno, benzeno, xileno, e amoníaco; tal como indica o “Clean Air Study” a partir dos estudos da NASA.

            A continuação, se descrevem os sintomas comuns associados a cada composto:

Tricloroetileno: os sintomas associados com a exposição a curto prazo,  incluem agitação, tonturas,  dores de cabeça,  náuseas e vômitos seguidos de sonolência e coma.

Formaldeído: os sintomas associados com a exposição a curto prazo, incluem irritação do nariz, da boca e da garganta, e em casos severos, inchaço da laringe e dos pulmões.

Benzeno: os sintomas associados com a exposição a curto prazo incluem irritação dos olhos,  sonolência,  tonturas,  dor de cabeça, aumento da frequência cardíaca, dores de cabeça, confusão e em alguns casos pode provocar a perda de memória.

Xileno : os sintomas associados com a exposição a curto prazo, incluem irritação da boca, da garganta, tonturas, dor de cabeça , confusão,  problemas cardíacos,  danos hepáticos, e renais, e coma.

Amoníaco: os sintomas associados com a exposição ao amoníaco a curto prazo incluem , irritação dos olhos, tosse e dor de garganta.

            Para uma boa filtragem do ar , a NASA, recomenda colocar ao menos uma planta para cada 10 metros quadrados, na casa ou no ambiente de trabalho.

Os Estudos da NASA:

A linha de estudos na NASA, foi determinar a eficácia das plantas na eliminação de compostos tóxicos ambientais.

            O estudo foi dirigido pelo cientista Bill Wolverton, e seus resultados foram publicados pela primeira vez em 1984, no Journal os Economic Botany. O Dr. Wolverton, descobriu que algumas plantas eram efetivas para filtrar compostos  como o benzeno, o amoníaco e o formaldeído, descobertas relevantes para ajudar a neutralizar os efeitos dos compostos orgânicos voláteis, na Síndrome do Edifício Enfermo. Em 1989, os resultados de suas descobertas foram publicados em um boletim  da NASA, entitulado “Interior Landscape Plants fr Indoor Air Pollution.

            Em 1990, o Dr. Wolverton deixa a NASA e cria a sua empresa, Wolverton Environmental Services. Fruto de suas pesquisas e descobre um aumento de fluxo de ar em volta  da raíz das plantas, que aumenta umas 200 vezes a absorção de compostos orgânicos voláteis em relação as plantas tradicional. Patenteou o sistema e segue trabalhando para aplicar a fito remediação nos espaços interiores.

BIOSISTEMAS PARA CURAR OS EDIFÍCIOS:

O Dr. Brilli do Instituto para a Proteção Vegetal Sustentável de Florença, estuda os “biosistemas”,  combinando as tecnologias de de limpeza do ar com plantas de interior, com um melhor rendimento,  a fim de conseguir uma ótima qualidade do ar interior nos edifícios do futuro com menor custo.

Na atualidade, a tecnologia que se consegue aplicar para limpar o ar integra ventilação, ar com eletrofiltros, luzes ultravioletas, … com altos custos de instalação e manutenção, além de um importante consumo de energia.

Se sabe que os estômatos das folhas verdes se destacam como via de absorção de contaminantes do ar dos interiores, de 30-100 vezes maior que a quantidade passivamente absorvida através da deposição não estomática.

Os estudos indicam que as plantas de interior, tem otimizado seus rendimentos fotosintéticos das folhas debaixo de intensidades de pouca luz. Esta adaptação, implica na presença de grandes áreas de superfície foliar e das reduções de aberturas estomáticas, a que favorece a deposição de contaminantes nas superfície das plantas no lugar da absorção das folhas.

Além do que , a qualidade e intensidade ótima da luz nos espaços interiores limita a abertura dos estômatos, o que reduz o fluxo de contaminantes que poderiam entrar nas folhas e eliminar-se mediante as enzimas vegetais.

Em geral, a preferência para a seleção das plantas de interior só obedecem a questões estéticas e de poucos cuidados de manutenção. Conhecer os processos fisiológicos e os mecanismos implicados na fito remediação ajudará a selecioná-las para obter a máxima eficiência como limpadoras do ar interior dos ambientes.

E você está curioso para saber quais são estas plantas? se seguem: dracenas, crisântemos, lírio da paz, hera, jibóia, fenix, espada de São Jorge variegata, gerberas, areca bambu e ráfis.

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