Como nossos antepassados viam a conexão Casa-Saúde

Nossos antepassados conheciam muito bem Como a Casa afetava a saúde de seus moradores.

Encontramos referências milenares da preocupação de localizar e construir casas em lugares favoráveis para o bem estar humano. O estudo da locação e da distribuição no terreno  dos edifícios sagrados, como igrejas, e locais de culto, mostram como a grande maioria deles foram construídos, segundo leis precisas e complexas, que foram transmitidas de geração em geração por pessoas sensíveis que conheciam muito bem as influências sutis da natureza. A percepção destas influências também regiam a localização e construção de suas casas.

As primeiras influências podem estar na China Milenar, onde os sábios geomantes, dispunham de lugares para construir as casas com a ajuda do Feng Shui , fazendo um minucioso estudo do lugar afim de assegurar que este não estivesse cercado pelas “veias do dragão”, correntes telúricas, nem se estava numa “saída de demônios”, cruzamentos magnéticos, ou lugares muito perturbados.

Outros povos como os romanos, aprenderam a estabelecer o melhor lugar para morar observando o comportamento e a saúde dos animais. Conta-se que antes de fundar as cidades, deixavam um rebanho de ovelhas no local. Depois de passado muito tempo, analisavam suas vísceras. Se os animais estivessem saudáveis, esse era um bom local para se morar.

No começo do século XX, quando se datam os primeiros estudos científicos, mediante a associação de lugares patógenos e câncer, concretamente nos anos 30, com o barão alemão, Gustav Von Pohl, introduz esse conceito, observando pacientes com câncer em Vilsbiburg, se correlacionavam com intensas radiações que emanavam de águas subterrâneas. Paralelamente a estes estudos, em 1935, Pierre Cody centrava suas investigações no estudo e análise da ionização do ar nas verticais dos veios de água, ou verticais de águas subterrâneas, e relacionou o gás radon como um dos causadores deste tipo de doença.

A detecção dos lugares patógenos se realizava pela radiestesia, nome dado pelos ábades franceses Bouly e Bayarden em 1890, para definir a “sensibilidade a radiações “, posteriormente os estudos de mais de 10 mil casos trazidos pela professora Käthe Bachler, também contribuiram a confirmar  a associação de bons lugares e saúde, assinalando as linhas Curry (linhas magnéticas da terra), como fator geopatógeno, assim como divulgado nas décadas de 60-70, pelo físico alemão Robert Endrös e nos anos 80 por Blanche Merz, Suiça.

Na Alemanha, onde adquiriu mais auge esta disciplina, e bem particularmente desde que Dr.Hartmann (1925-1992), iniciando seus estudos em geobiologia nos anos 50. As linhas Hartmann levam este nome em sua honra e seus descobrimentos, pois ele realizou muitos estudos , na casa de milhares, medindo a ressitência elétrica do corpo humando a qual se descompensa de forma clara num lugar perturbado e alertou que a saúde física, psíquica, e mental do ser humano dependem do lugar preciso em que vive, dorme ou trabalha. Atualmente seu Instituto segue ativo nestes estudos.

E finalmente, nos anos 80 Mariano Bueno, na Espanha, discípulo de Blanche Merz, funda o centro mediterrâneo de estudos geobilógicos, e vem divulgando em forma de livros, palestras , intensamente, e em 1990, funda a GEA, associação de estudos geobiológicos, da qual faço parte há 11 anos.

E segue esta associação, com estudos e divulgação da geobiologia, para que o máximo de pessoas possam disfrutar de  casas saudáveis e boa saúde pessoal e ambiental.

No meu caso, amplio este conhecimento também com a prática e conhecimento de outras disciplinas, como o FengShui, mas também no mesmo foco, casas saudáveis e que propiciem bem estar aos seus moradores, além de servirem como canal de melhoria em todos os aspectos.

bibliografia: Geobiologia  Biohabitabilidade – A Saúde através do Habitat – Elisabet Silvestre Fortea

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